O churrasquinho mais tradicional da região traz gente até da zona sul
Não
é preciso recorrer a Suípa em busca de ajuda. Longe disso.
No cardápio: carne bovina, carne de porco, queijo coalho e frango.
Tudo armazenado cuidadosamento em embalagens a vácuo. Para quem acha que
o churrasquinho vendido na esquina da rua Ramiro
Magalhães com 2 de fevereiro, entre os bairros do Méier e do Engenho
de Dentro, é um atentado a vida dos felinos, está enganado. O
churrasquinho do Zequinha é famoso no bairro e atrai gente de todos
as partes da cidade. Há mais de 15 anos em atividade, o comércio é ponto
de encontro dos moradores da região. Zeca prima pela satisfação do cliente
e garante a qualidade do produto. "Não abro mão. O meu fornecedor é o
mesmo e a gente sempre usa o mesmo procedimento. Nós temos famílias
inteiras que são nossos clientes. Imagine não atendê-los bem?",
indaga o pequeno empresário.
Zeca vende aproximadamente 200 espetinhos por dia.
José
Fernandes, 52, popularmente conhecido como Zequinha, é cearense de Quixadá e
montou o pequeno negócio graças a necessidade de se estabelecer em uma cidade
grande. "No começo foi muito difícil. Muito duro. Eu
não faturei nada. Foi um tremendo fracasso. Com o tempo as coisas mudaram
e eu pude viver só disso", afirma o ambulante.
Zequinha
não revela quanto fatura com a venda dos espetinhos, mas garante que leva uma
vida confortável. Pai de três filhos, ele já colocou o mais velho na função.
"O Jonas desde pequeno ficava aqui comigo. Não tínhamos com quem deixá-lo
e o jeito era trazê-lo para cá", revela.
Há quinze anos no mesmo lugar, a barraca já virou ponto de encontro.
O
churrasqueiro espera que o filho mantenha a tradição do espetinho no
futuro, mesmo depois de ele se aposentar. Segundo Zeca, não só pelo alimento em
si, mas por todas as amizades que foram construídas ao longo dos anos.
"Nós temos amigos aqui há quinze anos. Nos acompanham desde o primeiro
dia. Somos uma grande família". Engana-se, entretanto, quem pensa que
o cearense não pensa no futuro do filho longe do negócio. Zequinha sonha alto e
brinca com a possibilidade de novos investimentos. "Meu filho vai fazer
faculdade e vai administrar isso melhor do que eu. Eu vou ficar na praia,
enquanto ele toca a barraca", brinca.
Alex Calheiros
alexcalheiross@gmail.com








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